Introdução - Ou "o que é Sacolé?"

Tinha 7 ou 8 anos, saía de uma locadora Blockbuster em São Paulo quando no caixa algo me chamou a atenção.
Pedi pra meu tio uma "caixinha" (deck pré-construído da sétima edicão), com o qual fui presenteado.


O tempo passou.
Minha coleção crescia, construi grimórios, joguei pré-releases e torneios locais, e ao longo da adolescência fiz várias amizades nas lojas de que cheguei a frequentar diariamente em alguns períodos.
Na época, essa era a estética de um produto de Magic.

Uma coisa, no entanto, sempre me incomodou:
Haviam muitos baralhos poderosos e com potencial competitivo, mas que eram quase sempre copiados.
Era difícil ver os torneios sendo vencidos por um baralho que tivesse sido criado pelo próprio jogador.

Na grande maior parte das vezes, vinham de uma lista copiada de algum site estrangeiro.
Embora eu tentasse criar minhas próprias listas, eu não tinha experiência o bastante para fazer bons baralhos.

Acabei parando com o jogo, e no final de 2017 resolvi voltar.

Continuava desejando inventar baralhos fortes com ideias originais, de minha própria autoria.

Ao mesmo tempo, tinham surgido diversas outras responsabilidades: havia menos tempo e dinheiro para o jogo.

Para resolver esse problema, criei com amigos o formato que batizamos de "Sacolé".
Inspirado no "penny dreadfull" do Magic Online, pensamos em montar um formato que fosse econômico, mas que tivesse grande versatilidade, permitindo a criação de muitos decks inusitados.

R$12,00, o valor de um pacote de Shields "Sacolé"
Pra isso, resolvemos que seriam permitidas todas as coleções do jogo, mas com um limite de R$12,00 no valor total do deck.

Enquanto escrevo, estamos marcando o quarto torneio do formato, que tem chamado a atenção de uns tantos jogadores aqui em Florianópolis, onde resido.

A ideia desse Blog é apresentar e divulgar o formato Sacolé, além de abrir espaço para compartilhar visões sobre o magic e a comunidade de jogo brasileira de forma geral.

Comentários

  1. Esses dias sai olhando os cards das coleções. Resolvi montar um t2. Seria de tritão mas a lista que eu fiz era diferente da lista que jogava e vencia. Obviamente me senti ultrajado por nem mesmo poder montar o deck como eu queria, como eu havia imaginado.

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    1. Refferson, bom dia!

      Esse tipo de coisa sempre me incomodou no magic, pois sempre pensei que uma parte importante da diversão era a criatividade e personalização do grimório.

      O negócio é tu procurar formas de resolver isso com o seu grupo de jogo.

      Existem várias formas de tentar favorecer construções inusitadas.

      O Sacolé que eu proponho aqui é uma, mas tu pode buscar outras soluções.

      Uma ideia, por exemplo, seria fazer o "Standard Singleton", como existe no arena: é basicamente o "T2", mas sem repetição de cartas (grimório de 60, 1 cópia de cada).

      Ele te obriga a usar mais cartas diferentes, e fica consideravelmente mais barato já que você só vai precisar de uma cópia das cartas realmente caras (como shock lands e certas raras e míticas).

      Além disso, como você não consegue repetir cartas, é um jogo em que o "fator sorte" se torna mais relevante, já que o grimório tem menos consistência.

      Espero que consiga encontrar formas de competir com os decks de sua autoria =)

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  2. Muito bom!!
    Vou tentar inserir essa idéia na minha cidade,Rio Grande, no RS. Tenho muita carta que a mais de 20 anos não vêem jogo.

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    1. Que legal Claudio!
      Espero que dê certo e que se divirtam bastante.

      Estamos começando a movimentação pra levar o formato pra outras cidades aqui próximas de Florianópolis: esse mês vamos visitar Itajaí-SC pra promover um campeonato.

      Se quiser conversar mais a respeito, pode me contatar no e-mail "lucasmira1@hotmail.com".

      Abraço!

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